segunda-feira, 9 de maio de 2011

Ser ou não ser, eis a questão

No meio de uma pesquisa acerca do tema "A Filosofia e o sentido da vida", encontrei um mónologo de Hamlet (traduzido), escrito por Shakespeare... Adorei.
"Ser ou não ser, eis a questão.
O que é mais nobre? Sofrer na alma
As flechas da fortuna ultrajante
Ou pegar em armas contra um mar de dores
Pondo-lhes um fim? Morrer, dormir
Nada mais; e por via do sono pôr ponto final
Aos males do coração e aos mil acidentes naturais
De que a carne é herdeira, num desenlace
Devotadamente desejado. Morrer! Dormir; dormir
Dormir, sonhar talvez: mas aqui está o ponto de interrogação;
Porque no sono da morte, que sonhos podem assaltar-nos
Uma vez fora da confusão da vida?
É isso que nos obriga a reflectir: é esse respeito
Que nos faz suportar por tanto tempo uma vida de agruras.
Pois quem suportaria as chicotadas e o escárnio do tempo,
As injustiças do opressor, as afrontas dos orgulhosos,
A tortura do amor desprezado, as demoras da lei,
A insolência do oficial e os pontapés
Que o paciente mérito recebe do incompetente
Quando o próprio poderia gozar da quietude
Dada pela ponta de um punhal? Quem tais fardos suportaria
Preferindo gemer e suar sob o peso de uma vida fatigante
A não pelo medo de algo depois da morte?
Esse país desconhecido de cujos campos
Nenhum viajante retornou, e que nos baralha a vontade
E nos faz suportar os males que temos
Em vez de voar para o que não conhecemos?
Assim a consciência nos faz a todos cobardes
E assim as cores nascentes da resolução
Empalidecem perante o frouxo clarão do pensamento
E os planos de grande alcance e actualidade
Por via desta perspectiva mudam de sentido
E saem do reino da acção."
William Shakespeare

terça-feira, 3 de maio de 2011

domingo, 3 de abril de 2011

terça-feira, 8 de março de 2011

Que horas são? Que dia é hoje?

E se nunca se tivessem lembrado de inventar que há milénios, séculos, anos, meses, dias, horas, minunos, segundos? E se nunca tivéssemos aprendido isso? E se nunca tivéssemos limitado tanto assim uma coisa que nem conseguimos ver: o tempo? E se não soubéssemos o que era o tempo? E se simplesmente vivessemos sem qualquer noção disso?
Não viveríamos muito mais felizes? ...

I miss you

Por vezes, gostava de não sentir a falta de ninguém... De não saber o que é ter saudades. Mas é impossível, porque sei bem o que é amar. É certo que se amo alguém, vou sentir a sua falta nos momentos de solidão e é certo que se sinto falta de alguém, é porque o amo. E será assim tão certo que esse alguém sente a minha falta? Não. Impossível de saber, possível de imaginar. Não importa.
O pior de tudo é quando nada se faz para estar com quem se ama. Porquê?! Não falo só daquelas paixões platónicas e impossíveis; falo também em simples e verdadeiras amizades... Não há nada como falar olhos nos olhos, ouvir a voz do outro, rir em conjunto, sorrir, fazer rir e rir e rir, ouvir, desabafar (...) Sei lá, há tanta magia que um muro impossibilita de espalhar! Um muro fácil de quebrar. A pobre rotina e a malvada preguiça são as principais culpadas. Deixamo-nos levar tanto pelo correr dos dias que já não fazemos por estar com quem realmente gostamos. Passar o muro não é assim tão complicado, talvez baste uma simples mensagem e um nada de disponibilidade, dependendo do caso. Não desistir de tentar é o lema.
O passado não pode voltar (talvez seja mesmo dele que tenho mais saudades), infelizmente, mas podemos tornar o presente ainda melhor. Quem sabe, um dia, (quase) tudo torne a ser o que era.

domingo, 6 de março de 2011

"Um blog e pêras"

(só para ti :p)

just think about it


Os ventos que às vezes tiram algo que amamos, são os mesmos que trazem algo que aprendemos a amar...
Por isso não devemos chorar pelo que nos foi tirado e sim, aprender a amar o que nos foi dado. Pois tudo aquilo que é realmente nosso, nunca se vai para sempre...
Bob Marley

Be yourself

Não há nada melhor que a alegria de uma criança. Não há nada melhor que o seu sorriso, puro e sincero, que a sua simplicidade... Os seus olhos não nos julgam, não nos mentem, não nos discriminam, só nos dão vontade de voltar a ter a sua idade. Voltar atrás e reviver cada minuto de alegria, sem preocupações, sem qualquer noção do tempo, do mundo, da vida. O encanto das crianças está exactamente na sua capacidade de serem elas mesmas, tão simples quanto isso. E quando nós somos nós, passo a redundância, os dias têm outra cor, outro odor, outro significado. É um peso enorme ser quem não somos, fazer o que não queremos, não dizer o que pensamos, por isso...
Be yourself!
Be yourself!

Um dia...


"Algum desgosto prova muito amor, mas muito desgosto revela demasiada falta de espírito."  Shakespeare
Um dia, levo-te comigo para sempre. Fujo de tudo e de todos, agarro-te da forma mais profunda e nunca mais te largo. Nesse dia, ganharei coragem para te dizer tudo o que sinto por ti, sem qualquer dúvida ou receio. Esperarei pelo momento certo e, olhos nos olhos, dir-te-ei que te quero, que te adoro, que te amo, que anseio por tocar em teus lábios… Que és tu por quem suspiro.

Um dia, dir-me-ás que sentes o mesmo que eu. Sem hesitações ou vergonha, vais agarrar-me e dizer que me queres. Retribuirei o aperto e aí seremos donos do mundo, um mundo nosso de onde ninguém nos tirará. Iremos embalar-nos no mais belo sonho. Seremos duas almas com um desejo só: amar. Depois, um beijo irá avivar a chama que nem com a chuva se apagará.
Um dia, saberemos que o único objectivo do nosso amor é a felicidade. Veremos que para trás estão momentos lindos, mas que o presente nos oferece ainda melhores. E pensaremos no futuro? Não, de certo. Isso pouco importará.
Um dia, não te interessará o sempre e sim o presente. Só o meu medo falará mais alto por não te querer perder. Por achar que o nosso amor irá morrer. Tu provar-me-ás o contrário. Sentir-
-me-ei mal, mas tu irás levantar-me. Tentarei fugir do que sinto, mas tu irás apanhar-me. Morrerei e aí tudo terminará. Nada poderás fazer. A culpa será minha. Não, uma morte interior não tem solução. Nesse dia, tudo acabará entre nós.
Um dia, perceberei que sou um pobre ser sem qualquer dom para amar. Derramarei lágrimas por te ter perdido, na ânsia de voltares. O meu desejo não se concretizará e serás feliz, como mereces. Serei eterna prisioneira da culpa, prisioneira do medo que se apoderou de meu corpo. Aprenderei, só aí, que as melhores oportunidades são aquelas que deixamos fugir…
Um dia, apunhalarei o meu peito e direi bem alto que me odeio. Todos terão pena de mim, menos tu. Bem baixo, lá no fundo, ouvirei a tua doce voz dizer-me: “Amo-te”. Tentarei subir de novo à tua vida, mas a força não mo possibilitará. 
Um dia, chegarei à conclusão de que a vida só toma o rumo que lhe damos. Tive tudo e tudo deixei. Se o Homem tem poderes, um deles é o de acreditar. Aperceber-me-ei que não fui Homem, não fui nada. Fui uma simples alma por mim própria abandonada.