Hoje era um dia especial.
Era o nosso 4º aniversário. Era.
Dói tanto olhar para trás e ver o que éramos e olhar para nós agora e ver no que nos tornamos.
Tenho saudades tuas, tenho saudades nossas. Tenho saudades do meu namorado, do meu melhor amigo. Sinto falta dos teus beijos, dos teus abraços. Eras o meu porto seguro, a pessoa com quem eu achei que ia passar o resto da vida... Mas a vida nunca é como nós achamos e dá sempre muitas voltas... E que voltas!
Tínhamos colocado reticências na nossa história e hoje tiramos os dois pontos que faltavam. Colocamos (ou eu coloquei) o ponto final.
Quando amar não é suficiente...
Apesar de te amar, de querer voltar para ti a todos os minutos, a minha razão diz-me que isto não vai dar certo. Deixei de acreditar... Às vezes é preciso desistir do que já não nos faz feliz. E não é fácil desistir.
Mais difícil ainda é aprender a viver sem quem não consegues viver... Mas há-de ser possível. Vou aprender a gostar mais de mim, a ser feliz comigo. Também é preciso.
Enfim, escrevo isto sem certezas de nada... Só duas coisas são certas: vou amar-te sempre e amanhã o dia nasce outra vez.
domingo, 4 de setembro de 2016
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
A Partida
A partida é
um eufemismo… Todos sabem o que significa partir. Partir e nunca mais voltar. A
morte é o fim da nossa vida. Deve ser o único fim de história que ninguém quer (ou não deveriam querer) descobrir.
Dizem que
quem tem medo da morte tem medo de viver, mas não tenho problemas em assumir
que tenho medo dessa tão temida partida. Talvez por ser essa a maior incógnita da
nossa vida, por ser um destino desconhecido, uma viagem sem rumo… Não pretendo saber como vai ser o último capítulo, nem o seu fim, mas sim saber o que há para
além da morte!
Para mim, é assustador em todos os sentidos. Quando perdemos alguém
que amamos, restam-nos apenas recordações? Nunca mais nos vamos encontrar com quem já partiu? Será que existe céu e, um dia, nos voltamos a encontrar? Ou, num futuro
longínquo, reencarnamos noutros corpos e voltamo-nos a conhecer e a amar, assim
como já talvez tenhamos feito no passado? Tantas perguntas e nenhuma resposta…
E há mais... Quando finalmente fechamos os olhos para nunca mais acordarmos, o que
acontece? É como se estivéssemos eternamente a dormir? Se sim, será que, pelo
menos, sonhamos? A pior das hipóteses penso que seria ficar a vaguear pelo
mundo e ver todos aqueles que gostamos, sem eles nos verem, sem lhes podermos
tocar, sem lhes podermos dizer o quanto os amamos. Sinceramente, não sei se
prefiro alguma alternativa e, possivelmente, nenhuma é real. Gosto de acreditar,
para esquecer a tristeza que me envolve quando penso neste assunto, que a morte
é um novo começo de uma vida melhor. Não um fim, mas um novo início e isso apazigua-me... Às vezes.
São
questões que surgem em momentos mais difíceis e que tento evitar, todavia, elas
surgem e decidi "desabafar". Penso que o melhor é viver sem pensar no fim, sem limites, ser feliz no
presente. Fazer aquilo que gostamos, amar a vida e amar viver… E o mais
importante: mostrar todos os dias o quanto gostamos de alguém, pois nunca
sabemos qual vai ser a nossa última oportunidade… Contudo, nem sempre o que pensamos é aquilo que fazemos. A sorte é ainda termos vida para podermos mudar!
“A vida não é triste. Tem horas tristes.”
domingo, 13 de janeiro de 2013
Passou pouco mais de um ano...
Quando a história não está a resultar, apaga-se o que já foi escrito ou pára-se de escrever. A história foi escrita com tinta e não pode ser apagada. Parou de ser escrita, mas deixou marcas para o resto da vida.
Ser fruto de uma união acabada incomoda, magoa... Mas, por outro lado, é o fruto a marca boa que ficou da história.
Desilusão, tristeza, por vezes, ódio, são os sentimentos que surgem. Não existe a perfeição, a vida está cheia de erros. É com eles que se aprende. Que se aprende a não trair, a não abandonar, a não desvalorizar... «A sabedoria de um homem não está em não errar, chorar, se angustiar e se fragilizar, mas em usar o seu sofrimento como alicerce de sua maturidade»
Dói, dói quando o fruto está habituado a ver aquelas duas árvores juntas, e, de repente, as vê separadas. Vê uma florescer, vê outra apodrecer. Uma presente, outra ausente.
O fruto sabe perdoar, mas não consegue esquecer.
E só o tempo conseguirá não que as marcas se apaguem, mas que pelo menos se desvaneçam...
Quando a história não está a resultar, apaga-se o que já foi escrito ou pára-se de escrever. A história foi escrita com tinta e não pode ser apagada. Parou de ser escrita, mas deixou marcas para o resto da vida.
Ser fruto de uma união acabada incomoda, magoa... Mas, por outro lado, é o fruto a marca boa que ficou da história.
Desilusão, tristeza, por vezes, ódio, são os sentimentos que surgem. Não existe a perfeição, a vida está cheia de erros. É com eles que se aprende. Que se aprende a não trair, a não abandonar, a não desvalorizar... «A sabedoria de um homem não está em não errar, chorar, se angustiar e se fragilizar, mas em usar o seu sofrimento como alicerce de sua maturidade»
Dói, dói quando o fruto está habituado a ver aquelas duas árvores juntas, e, de repente, as vê separadas. Vê uma florescer, vê outra apodrecer. Uma presente, outra ausente.
O fruto sabe perdoar, mas não consegue esquecer.
E só o tempo conseguirá não que as marcas se apaguem, mas que pelo menos se desvaneçam...
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