domingo, 18 de setembro de 2016

Sombra.

Haverá alguma coisa que não me faça lembrar de ti?
Para todo o lado que vá e tudo o que faça me faz lembrar de ti.
Parece que tenho duas sombras. A minha e a tua... Sempre a seguir-me para todo o lado, sempre a lembrar-me do que tínhamos e já não temos, do que éramos e já não somos.
Pior ainda é quando a sombra desaparece e apareces tu. Como se fosse preciso só pensar em alguém para ela aparecer ali à tua frente. É fácil, mesmo. Só não resulta sempre.
Tenho saudades. Só isso. Só.



domingo, 4 de setembro de 2016

Ponto final.

Hoje era um dia especial.

Era o nosso 4º aniversário. Era.


Dói tanto olhar para trás e ver o que éramos e olhar para nós agora e ver no que nos tornamos.


Tenho saudades tuas, tenho saudades nossas. Tenho saudades do meu namorado, do meu melhor amigo. Sinto falta dos teus beijos, dos teus abraços. Eras o meu porto seguro, a pessoa com quem eu achei que ia passar o resto da vida... Mas a vida nunca é como nós achamos e dá sempre muitas voltas... E que voltas!


Tínhamos colocado reticências na nossa história e hoje tiramos os dois pontos que faltavam. Colocamos (ou eu coloquei) o ponto final.


Quando amar não é suficiente...

Apesar de te amar, de querer voltar para ti a todos os minutos, a minha razão diz-me que isto não vai dar certo. Deixei de acreditar... Às vezes é preciso desistir do que já não nos faz feliz. E não é fácil desistir.

Mais difícil ainda é aprender a viver sem quem não consegues viver... Mas há-de ser possível. Vou aprender a gostar mais de mim, a ser feliz comigo. Também é preciso. 


Enfim, escrevo isto sem certezas de nada... Só duas coisas são certas: vou amar-te sempre e amanhã o dia nasce outra vez.




quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

A Partida

A partida é um eufemismo… Todos sabem o que significa partir. Partir e nunca mais voltar. A morte é o fim da nossa vida. Deve ser o único fim de história que ninguém quer (ou não deveriam querer) descobrir.
Dizem que quem tem medo da morte tem medo de viver, mas não tenho problemas em assumir que tenho medo dessa tão temida partida. Talvez por ser essa a maior incógnita da nossa vida, por ser um destino desconhecido, uma viagem sem rumo… Não pretendo saber como vai ser o último capítulo, nem o seu fim, mas sim saber o que há para além da morte!
Para mim, é assustador em todos os sentidos. Quando perdemos alguém que amamos, restam-nos apenas recordações? Nunca mais nos vamos encontrar com quem já partiu? Será que existe céu e, um dia, nos voltamos a encontrar? Ou, num futuro longínquo, reencarnamos noutros corpos e voltamo-nos a conhecer e a amar, assim como já talvez tenhamos feito no passado? Tantas perguntas e nenhuma resposta… E há mais... Quando finalmente fechamos os olhos para nunca mais acordarmos, o que acontece? É como se estivéssemos eternamente a dormir? Se sim, será que, pelo menos, sonhamos? A pior das hipóteses penso que seria ficar a vaguear pelo mundo e ver todos aqueles que gostamos, sem eles nos verem, sem lhes podermos tocar, sem lhes podermos dizer o quanto os amamos. Sinceramente, não sei se prefiro alguma alternativa e, possivelmente, nenhuma é real. Gosto de acreditar, para esquecer a tristeza que me envolve quando penso neste assunto, que a morte é um novo começo de uma vida melhor. Não um fim, mas um novo início e isso apazigua-me... Às vezes.   
São questões que surgem em momentos mais difíceis e que tento evitar, todavia, elas surgem e decidi "desabafar". Penso que o melhor é viver sem pensar no fim, sem limites, ser feliz no presente. Fazer aquilo que gostamos, amar a vida e amar viver… E o mais importante: mostrar todos os dias o quanto gostamos de alguém, pois nunca sabemos qual vai ser a nossa última oportunidade… Contudo, nem sempre o que pensamos é aquilo que fazemos. A sorte é ainda termos vida para podermos mudar!



“A vida não é triste. Tem horas tristes.”