segunda-feira, 1 de outubro de 2012

O tempo voa...

O tempo voa... Parece que ainda há pouco tempo era uma miúda e tentava imaginar-me quando fosse mais velha, na faculdade, ou assim, e não conseguia. Parecia ser um futuro tão longínquo! E agora é o presente. Já estou a frequentar o ensino superior, mas tenho a perfeita lembrança do meu primeiro dia na escola primária. É verdade. 
Hoje, o conselho que dou é para ninguém ter pressa de ter dezoito anos... Até mesmo antes disso, as responsabilidades já começam a crescer. Não digo que seja mau, é bom crescer, sem dúvida! Contudo, por vezes, lembro-me do quão mais fácil era ser criança e a saudade desses tempos invade-me. Chama-se nostalgia e esta é grande nesta nova fase da minha vida. Esta fase complexa, em que tudo parece tomar uma dimensão completamente diferente, em que sou muito mais responsável por mim, mais autónoma; onde cada decisão é cada vez mais difícil de tomar por ter cada vez mais a completa consciência da irreversibilidade das ações, das consequências das mesmas... 
Quero que agora tudo passe mais devagar, mais devagar do que a infância passou, tão devagar quanto possível... Quero, também, que estes sejam os melhores anos da minha vida. Estar rodeado daqueles que amo e que eles estejam bem. Quero amar todos os dias como se fosse o meu último dia, apaixonar-me pela mesma pessoa vezes sem conta, mostrar sempre o que sinto, retribuir o apoio de que tanto preciso! Acima de tudo, quero ser feliz e viver sem correr, sem pressas. Aprender, finalmente, que não é preciso ter medo de falhar, pois é a errar que aprendemos. E relembrar que não basta sonhar, temos que lutar, conquistar. Bom, quero preservar o que há de bom em mim, melhorar o que há de mau. Mais... Quero conhecer, viajar, correr tudo sem o tempo passar... 
Quero tudo, mas quero que passe devagar. 

quarta-feira, 11 de julho de 2012


Aborrece-me tanto ainda tentar encontrar-te na multidão, piscar bem os olhos para ter a certeza que não és tu... Entristece-me ainda querer saber de ti, pensar em perguntar como é que estás... A ti não, a alguém, mas não consigo. Não consigo, porque, muito provavelmente, nem queres saber de mim e estás bem assim. Não te faço falta e isso dói. Tenho saudades dos pequenos bons momentos que tivemos.
Talvez seja mais complicado seguir por nunca ter escutado o teu "Adeus" ou por não ter percebido que nunca precisaste de mim. Enfim, não sei. Sei que não me mereces. Não, mesmo... Era preciso um milagre para te querer de volta. Não quero, não quero, repito para mim. Era mais fácil se o coração o repetisse também.
Estou magoada com tudo o que se passou. Ainda me custa mencionar o teu nome, faço-o ou com um riso nervoso ou com o olhar baixo... Ainda tenho estes momentos mais frágeis. E apesar de estar feliz assim, sinto que não estou totalmente bem, pois preciso de tempo para deixar-te ir de vez, tempo para virar completamente a página.
O positivo: aprende-se com todas as experiências - infelizmente, também se ganha alguns medos.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Dá que pensar... E tudo o se resume às três últimas frases. Vale a pena ler.
"Quando se ama alguém, tem-se sempre tempo para essa pessoa. E se ela não vem ter connosco, nós esperamos. O verbo esperar torna-se tão imperativo como o verbo respirar. E aprendemos a respirar na espera, a viver nela, aperfeiçoando-nos um sonho como se fosse verdade. A vida transforma-se numa estação de comboios e o vento anuncia-nos a chegada antes do alcance do olhar. O amor na espera ensina-nos a ver o futuro, a desejá-lo, a organizar tudo para que ele seja possível. E se calhar é por tudo isso que já aprendi a esperar, confiando à vida tudo o que não sei, ou não posso escolher. É mais fácil esperar do que desistir. É mais fácil desejar do que esquecer. É mais fácil sonhar do que perder. E para quem vive a sonhar, é muito mais fácil viver."


Margarida Rebelo Pinto