quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

A Partida

A partida é um eufemismo… Todos sabem o que significa partir. Partir e nunca mais voltar. A morte é o fim da nossa vida. Deve ser o único fim de história que ninguém quer (ou não deveriam querer) descobrir.
Dizem que quem tem medo da morte tem medo de viver, mas não tenho problemas em assumir que tenho medo dessa tão temida partida. Talvez por ser essa a maior incógnita da nossa vida, por ser um destino desconhecido, uma viagem sem rumo… Não pretendo saber como vai ser o último capítulo, nem o seu fim, mas sim saber o que há para além da morte!
Para mim, é assustador em todos os sentidos. Quando perdemos alguém que amamos, restam-nos apenas recordações? Nunca mais nos vamos encontrar com quem já partiu? Será que existe céu e, um dia, nos voltamos a encontrar? Ou, num futuro longínquo, reencarnamos noutros corpos e voltamo-nos a conhecer e a amar, assim como já talvez tenhamos feito no passado? Tantas perguntas e nenhuma resposta… E há mais... Quando finalmente fechamos os olhos para nunca mais acordarmos, o que acontece? É como se estivéssemos eternamente a dormir? Se sim, será que, pelo menos, sonhamos? A pior das hipóteses penso que seria ficar a vaguear pelo mundo e ver todos aqueles que gostamos, sem eles nos verem, sem lhes podermos tocar, sem lhes podermos dizer o quanto os amamos. Sinceramente, não sei se prefiro alguma alternativa e, possivelmente, nenhuma é real. Gosto de acreditar, para esquecer a tristeza que me envolve quando penso neste assunto, que a morte é um novo começo de uma vida melhor. Não um fim, mas um novo início e isso apazigua-me... Às vezes.   
São questões que surgem em momentos mais difíceis e que tento evitar, todavia, elas surgem e decidi "desabafar". Penso que o melhor é viver sem pensar no fim, sem limites, ser feliz no presente. Fazer aquilo que gostamos, amar a vida e amar viver… E o mais importante: mostrar todos os dias o quanto gostamos de alguém, pois nunca sabemos qual vai ser a nossa última oportunidade… Contudo, nem sempre o que pensamos é aquilo que fazemos. A sorte é ainda termos vida para podermos mudar!



“A vida não é triste. Tem horas tristes.”

domingo, 13 de janeiro de 2013

Passou pouco mais de um ano...

Quando a história não está a resultar, apaga-se o que já foi escrito ou pára-se de escrever. A história foi escrita com tinta e não pode ser apagada. Parou de ser escrita, mas deixou marcas para o resto da vida.
Ser fruto de uma união acabada incomoda, magoa... Mas, por outro lado, é o fruto a marca boa que ficou da história.
Desilusão, tristeza, por vezes, ódio, são os sentimentos que surgem. Não existe a perfeição, a vida está cheia de erros. É com eles que se aprende. Que se aprende a não trair, a não abandonar, a  não desvalorizar... «A sabedoria de um homem não está em não errar, chorar, se angustiar e se fragilizar, mas em usar o seu sofrimento como alicerce de sua maturidade»

Dói, dói quando o fruto está habituado a ver aquelas duas árvores juntas, e, de repente, as vê separadas. Vê uma florescer, vê outra apodrecer. Uma presente, outra ausente.
O fruto sabe perdoar, mas não consegue esquecer.
E só o tempo conseguirá não que as marcas se apaguem, mas que pelo menos se desvaneçam...

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

O tempo voa...

O tempo voa... Parece que ainda há pouco tempo era uma miúda e tentava imaginar-me quando fosse mais velha, na faculdade, ou assim, e não conseguia. Parecia ser um futuro tão longínquo! E agora é o presente. Já estou a frequentar o ensino superior, mas tenho a perfeita lembrança do meu primeiro dia na escola primária. É verdade. 
Hoje, o conselho que dou é para ninguém ter pressa de ter dezoito anos... Até mesmo antes disso, as responsabilidades já começam a crescer. Não digo que seja mau, é bom crescer, sem dúvida! Contudo, por vezes, lembro-me do quão mais fácil era ser criança e a saudade desses tempos invade-me. Chama-se nostalgia e esta é grande nesta nova fase da minha vida. Esta fase complexa, em que tudo parece tomar uma dimensão completamente diferente, em que sou muito mais responsável por mim, mais autónoma; onde cada decisão é cada vez mais difícil de tomar por ter cada vez mais a completa consciência da irreversibilidade das ações, das consequências das mesmas... 
Quero que agora tudo passe mais devagar, mais devagar do que a infância passou, tão devagar quanto possível... Quero, também, que estes sejam os melhores anos da minha vida. Estar rodeado daqueles que amo e que eles estejam bem. Quero amar todos os dias como se fosse o meu último dia, apaixonar-me pela mesma pessoa vezes sem conta, mostrar sempre o que sinto, retribuir o apoio de que tanto preciso! Acima de tudo, quero ser feliz e viver sem correr, sem pressas. Aprender, finalmente, que não é preciso ter medo de falhar, pois é a errar que aprendemos. E relembrar que não basta sonhar, temos que lutar, conquistar. Bom, quero preservar o que há de bom em mim, melhorar o que há de mau. Mais... Quero conhecer, viajar, correr tudo sem o tempo passar... 
Quero tudo, mas quero que passe devagar.