Há uns tempos, tinha a certeza que lias o que escrevo. Agora, não tenho certezas de nada. Mesmo assim, vale a pena tentar desabafar, mesmo que seja comigo mesma...
A verdade é que o ponto final foi colocado, mas em mim nada sente isso. Nada. Em cada passo que dou, penso em ti. Em cada sítio, vejo-te a ti. Em cada boa recordação, estás tu... Se voltasse atrás, não sei se fazia tudo da mesma forma. As saudades são cada vez maiores e eu cada vez tenho menos esperanças de que as coisas possam vir a ser diferentes. Se há dias pensava que talvez as coisas pudessem voltar a ser o que eram, hoje não sei nada...
Não acredito em coincidências. Acredito que as coisas acontecem por um motivo, mesmo que, à partida, não saibamos qual...
Antes de ti, nunca acreditei que fosse possível manter uma amizade com um ex-namorado. Mas tu foste diferente, tu foste tu... E eu acreditava que era possível sermos amigos, mesmo que fosse difícil. A princípio, foi possível, de alguma forma, mas, de um momento para o outro, as coisas mudaram. E, mais uma vez, digo que não acredito em coincidências, acho que essa mudança tenha tido a sua origem. Tudo tem a sua origem, mas que tenho eu que ver com isso? Nada, não é? Talvez seja a imaginação a falar mais alto, talvez. Não me "deves" nada, nem eu a ti. Somos livres, como já disseste... Este talvez seja o sinal que precisava, que devo lutar para, de uma vez por todas, fechar este capítulo onde eras o actor principal, mesmo sem forças, mesmo sem vontade de o fazer...
É difícil, mas vou conseguir...
Algumas coisas levam tempo,
Outras o tempo leva...

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